101 Coisas

Proposta inspirada na obra de Isabel Zambujal e de Pedro d’Aguiar

 

A propósito deste livro cheio de desejos secretos e divertidos, lançámos as nossas ideias… Ainda estamos a tempo de  fazer estas coisas… Não tarda muito já estamos crescidos e…  Acabou-se!

 

Saltar na cama até a mãe ouvir as molas a chiar…

Deixar o gato dormir ao fundo da cama…

Jogar computador às escondidas, deixando a mãe a pensar que estou a estudar…

Fazer umas quantas asneiras e dizer à mãe que foi o meu irmão o culpado… (Ele é mais novo, não se atreverá a desmentir-me!)

Miguel Jesus, 5º B

 

Passar a manhã na cama até à hora que me apetecer;

Entrar nos quintais dos vizinhos enquanto brinco aos polícias e ladrões;

Ligar para números de telefone à toa e deixar as pessoas “penduradas”…

Tocar às campainhas e fingir-me de “santinho”.

Bruno Marques, 5º B

 

Comer todas as guloseimas do armário, às escondidas da mãe;

Rebolar na relva com o meu cão e sujeitar-me a apanhar uma carrada de pulgas;

Rapar, com o dedo, a massa do bolo que ficou agarrada às paredes da taça e lambuzar-me todo.

Paulo Esteves, 5º B

 

 

quadro

Um dia, a Luísa convidou a sua amiga Diana para ir a sua casa.

No dia marcado, quando a Diana chegou, a Luísa estava muito concentrada a tocar guitarra e assustou-se quando a viu. A Diana pediu-lhe que continuasse a tocar porque ela estava a gostar muito de ouvir as melodias da amiga. Até que a Luísa se cansou e parou de tocar.

De repente, apareceram dois olhos na guitarra e, de seguida, o buraco da guitarra começou a mexer-se. A Diana e a Luísa olharam para a guitarra e gritaram assustadas.

– Ei, não é preciso tanto barulho! Querem ouvir-me tocar? – disse a guitarra.

– Sim, queremos – responderam as duas amigas.

E a guitarra começou a tocar sozinha.

Agora, sempre que queriam ouvir música, pediam à guitarra e ela tocava sem, se cansar.

Magda Oliveira, 5.º A


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Two Sisters (On the Terrace), de  Pierre Auguste Renoir

Era uma linda tarde de Outono, uma menina de três anos que andava no Jardim de Infância, regressou à escola com a sua mãe, depois do almoço.

Sentaram-se as duas lado a lado e , de repente, a parede do parque caiu.

As educadoras ouviram o estrondo e vieram ver o que se tinha passado. Estavam para ir chamar a directora, quando  a parede começou  a reconstruir-se.

As educadoras disseram em coro:

-O que é isto? Paredes a construírem-se sozinhas?! Nunca vimos nada assim!!

E foram chamar a directora para ver também. Quando ela chegou, a parede tinha caído de novo e mais uma vez estava a reconstruir-se.

A menina tremia da cabeça aos pés e a mãe tentava acalmá-la:

– Não precisas ter medo, eu estou aqui.

A menina parou de tremer e foi para a sua sala. No final do dia, a mãe foi buscá-la e reparou que a sala tinha mudado de cor,  de forma e também de tamanho. A mãe achou estranho, mas como todos os dias de manhã, acontecia o mesmo, habituou-se àquela sala mágica.

Vanessa Marques, 5.º A

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Monet’s Daughter Painting in a Landscape, de Claude Monet

A dona Sandra gostava muito de pintar.

Um dia, perguntou a toda a gente da aldeia se queriam que ela lhes pintasse o retrato. Quase todos aceitaram, e ela começou a trabalhar nesse mesmo dia.

Mas os pincéis da dona Sandra pareciam vivos, mexiam-se e remexiam-se e não a deixavam pintar. Ela queria uma cara redonda, eles desenhavam uma cara quadrada. Quando ela pintava um olho azul, este ficava vermelho.

Então ela foi comprar uns pincéis novos.  Estes ficavam quietos, tão quietos que ela não os conseguia mover.

Assim, resolveu  pintar com os primeiros. E para sua surpresa, as pessoas gostaram  dos quadros porque eram muito originais.

Raquel Duarte, 5.º A

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DAR ASAS A QUEM ANSEIA POR LIBERDADE…

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Sou uma folha que ficou presa à nascença… O meu sonho é ser livre , voar como um pássaro nas nuvens e no céu azul, correr o mundo, ver paisagens bonitas e respirar ar puro e fresco.

Não quero ser mais prisioneira numa árvore velha; não quero estar sozinha na escuridão das noites frias e desertas. Chega de solidão e desta amargura. Vou soltar-me para conhecer novas paragens, fazer novas amizades para além do tempo e do espaço. Chega de ser prisioneira!

 

Rogério Coelho, 7º A – Um voluntário que deu os primeiros passos nos caminhos da liberdade da Escrita Criativa!

 

caracol2Também eu me queixo, quero ser livre e comer couves à vontade, quero livrar-me desta concha que carrego desde que me conheço, é um peso que nem calculam…

Sonho ir até ao país do sol nascente, devagarinho… devagarinho… devagarinho… deixando a minha baba pegajosa ao longo do trajecto, para não me esquecer do caminho de volta.

Bruno Marques, 5º B

 

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Ai, se eu pudesse andar solto… livrava-me desta trela …  ia à caça sem dia marcado. Ai, como adoro correr atrás dos coelhos!… Brincava com os outros cães, farejava aqui e ali, pulava, rebolava na relva, carregava-me de carraças… Que me importava eu! Andava livre, era o que queria…

 

Miguel Jesus, 5º B

 

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Livrem-me destas amarras! Quero ser livre, navegar ao sabor das ondas, sentir-me empurrado pelo vento, visitar novos portos, atracar em cais famosos, ancorar noutras paragens, ir até ao fim do mundo.

Quero passear pelos canais de Veneza, transportar pares de namorados, que trocam o tempo por sonhos,  e, à noite, flutuar sob o luar…

Paulo André Esteves, 5º B

 

 

azulQual é a tua cor preferida?

A minha impressão que a luz difundida ou transmitida pelos corpos provoca no órgão da visão preferida é uma das cores do arco-íris, a cor do céu sem nuvens.

De que comida  mais gostas?lasanha

Aquilo que serve para comer que mais gosto é um prato culinário confeccionado com tiras bastante largas de massa de farinha de trigo entremeadas com um recheio, geralmente de carne picada e molho branco.

Magda Oliveira, 5.º A

leoaQual é o teu animal preferido?

O meu ser vivo tipicamente dotado de mobilidade própria e sensibilidade que pode nutrir-se de alimentos sólidos e possui membrana celular de natureza azotada preferido é a fêmea do leão.

O que foi o teu almoço?peixe

O meu almoço foi um animal vertebrado, aquático com o corpo coberto de escamas, respiração branquial e os membros em forma de barbatana, tubérculos caulinares subterrâneos da batateira, geralmente com formato oval ou arredondado, cobertos por uma casca fina e nome vulgar extensivo a várias plantas da família das leguminosas também denominadas ervilheiras.

Raquel Duarte, 5.º A



Estamos diante de quadros de grandes mestres e prestamos muita atenção ao que têm para nos dizer…  Sim, as suas personagens ganham vida  e revelam-nos o que lhes vai na alma…

Ora ouve esta conversa pintada por Monet.

– Pai, dás-me dinheiro para eu comprar brincos e perfumes?

– Mas, filha, o que fizeste às cem notas que te dei ontem?

– Pai, ontem precisei de comprar um vestido, um chapéu e sapatos…

– E não chegou o que compraste? Pensas que a ordem é rica, que o dinheiro nasce nas árvores?

– Mas, pai, eu preciso de ir bem arranjada ao baile… Preciso de mais dinheiro!…

– Não, filha, está fora de questão!

– Por favor, quero impressionar as minhas amigas…

– Se continuas com essa conversa nem sequer vais ao baile.

– Mas, pai…

– Nem pai, nem meio pai. A conversa fica por aqui e  não me obrigues a levantar a voz diante destas pessoas.

Paulo Machado Esteves, 5º B

 

 

 

Mais um diálogo, desta vez,  na cozinha de Vélazquez…

– Mãe, por que razão tenho de amanhar o peixe, se não o comemos todo?

– Fazes o que eu mando e ponto final.

– E tenho de moer estes alhos e cozer os ovos. Isto vai ser uma seca…

– Florinda, não estejas com essa cara  de enjoada que, enquanto não acabares o almoço, não sais daí e não recebes a mesada.

– Mãe, mas eu queria ir dar uma voltinha de bicicleta…

– Isso não são coisas para raparigas. O teu lugar é na cozinha ou a coser meias. Vou voltar ao meu serviço e ai de ti que não tenhas tudo pronto quando eu voltar.

Bruno Marques e Miguel Jesus, 5º B