Uncategorized


 

 

E EIS UMA RECEITA!panela

Palavras alinhavadas pelas últimas sílabas…

Nesta edição, deixamos a  sugestão da chefe de cozinha da Escrita Criativa:

 

açúcar

        carne

               neve

                     velas

                           lascas    

                                  castanholas 

Leve ao lume o açúcar até obter um ponto desconhecido. Adicione sobras de carne em lascas, cubra com flocos de neve e leve a gratinar. Assim que a carne estiver em banho-maria, retire do forno e sirva quente, num ambiente romântico, à luz de velas e ao som de castanholas.

 

Esta receita é indicada para combater o mau humor e ganhou um prémio de consolação no concurso de gastronomia, realizado na Terra do Nunca.

 

Vanessa Pires, 5º B

023_peixeira

 

Parece que os comerciantes também quiseram brincar com as palavras…

Carapau

           Paulo

                    Loja

                         Janota

                                     Tareco

                                                Comer

Olh’ó carapau fresquinho!

Venham senhores, é tão baratinho! O que não se vender hoje, impinge-se amanhã. O Paulo convence-o na Loja do Aldrabão.

Tão janota, o carapauzinho! Até o Tareco já veio comer.

Olh’ó carapau fresquinho! É hoje, amanhã ou, quem sabe, depois…

                     Bruno Marques e Miguel Jesus, 5º B

prendas-de-natal

Festa com a família.
Entregam-se prendas,
Lembranças desta Quadra.
Imagino o Pai Natal, pé ante pé…
Zeeet!… Lá vem pela chaminé!

Não há outro dia igual.
A
legria… Que alegria!
Talvez o Ano Novo
A
nuncie felicidade,
Liberdade e harmonia.

Bruno Marques, 5ºB

pai-natal2

 

 

 

 

 

Flores para oferecer…
Encantados ficamos.
Luzes no pinheiro,
Ilusão no ar…
Zangas? Só a brincar!…

Nós ceamos todos juntos,
Alegria não falta.
Tantas prendas!…
Abraçamos quem está presente,
Lembramos quem está ausente.

André Medroa, 5º B


prendas-natal

QUEM CONTA UM CONTO…

capuchinho_12sete-cabritinhos1

Era uma vez uma linda menina de quem todos gostavam muito. A avó, essa, nem sabia que mais havia de lhe dar. Certa vez, ofereceu-lhe um capuchinho vermelho que lhe ficava tão bem, que a menina nunca mais o tirou e assim começaram a chamar-lhe “Capuchinho Vermelho”.

Um dia a mãe chamou a menina e disse-lhe:

– Anda cá, Capuchinho Vermelho, vai a casa dos teus sete amigos cabritinhos e toma bem conta deles.

A mãe foi embora e algum tempo depois bateram à porta:

– Abram a porta, meus filhos; sou eu, a mãe. Trago uma prenda para cada um de vocês.

Eles pensavam que era mesmo e abriram a porta. Afinal, era um urso! Foram-se esconder todos. O mais pequeno, no relógio; os outros debaixo da mesa e alguns, coitados, foram comidos.

Entretanto chega o Capuchinho que perguntou:

– Onde está o lobo?

E o urso retorquiu:

– E onde está a cabra?

Sem esperar pela resposta, o Capuchinho foi à procura da cabra e da avó.

Descobriu o lobo de papo para o ar, à sombra de uma azinheira. Vendo que a sua barriga mexia, calculou que tivesse engolido quem andava à procura.

Um caçador, que por ali andava, apercebendo-se do perigo, assobiou ao cão para o defender. Com o assobio, o lobo acordou, engoliu o homem e o cão. O Capuchinho Vermelho agarrou na espingarda e tumba! Em cheio, na cabeçorra do lobo!  Abriu a barriga do bicho e salvou o caçador, o cão, a avó e a cabra.

Foram todos para casa da cabra onde encontraram o urso com dores de barriga. Eram os cabritinhos que gritavam lá dentro, ansiosos por virem cá para fora. Fizeram um parto ao bicho, salvaram os cabritinhos, perdoaram o urso e viveram felizes para sempre.

Bruno Marques e Miguel Jesus, 5ºB

Este blogue serve para divulgar os textos produzidos pelos alunos inscritos na Oficina da Escrita, criada na Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos D. Miguel de Almeida – Abrantes, no ano lectivo de 2008/2009.

Pretende-se que os “Miúdos Criativos” experimentem percursos que propiciem o prazer da escrita, exprimam as suas ideias, emoções e sentimentos, sem constrangimentos e que partilhem as suas criações, de forma a despertar a criatividade e desenvolver a competência da escrita.