histórias baralhadas


QUEM CONTA UM CONTO…

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Era uma vez uma linda menina de quem todos gostavam muito. A avó, essa, nem sabia que mais havia de lhe dar. Certa vez, ofereceu-lhe um capuchinho vermelho que lhe ficava tão bem, que a menina nunca mais o tirou e assim começaram a chamar-lhe “Capuchinho Vermelho”.

Um dia a mãe chamou a menina e disse-lhe:

– Anda cá, Capuchinho Vermelho, vai a casa dos teus sete amigos cabritinhos e toma bem conta deles.

A mãe foi embora e algum tempo depois bateram à porta:

– Abram a porta, meus filhos; sou eu, a mãe. Trago uma prenda para cada um de vocês.

Eles pensavam que era mesmo e abriram a porta. Afinal, era um urso! Foram-se esconder todos. O mais pequeno, no relógio; os outros debaixo da mesa e alguns, coitados, foram comidos.

Entretanto chega o Capuchinho que perguntou:

– Onde está o lobo?

E o urso retorquiu:

– E onde está a cabra?

Sem esperar pela resposta, o Capuchinho foi à procura da cabra e da avó.

Descobriu o lobo de papo para o ar, à sombra de uma azinheira. Vendo que a sua barriga mexia, calculou que tivesse engolido quem andava à procura.

Um caçador, que por ali andava, apercebendo-se do perigo, assobiou ao cão para o defender. Com o assobio, o lobo acordou, engoliu o homem e o cão. O Capuchinho Vermelho agarrou na espingarda e tumba! Em cheio, na cabeçorra do lobo!  Abriu a barriga do bicho e salvou o caçador, o cão, a avó e a cabra.

Foram todos para casa da cabra onde encontraram o urso com dores de barriga. Eram os cabritinhos que gritavam lá dentro, ansiosos por virem cá para fora. Fizeram um parto ao bicho, salvaram os cabritinhos, perdoaram o urso e viveram felizes para sempre.

Bruno Marques e Miguel Jesus, 5ºB

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QUEM CONTA UM CONTO…

…CONFUNDE SEMPRE QUALQUER PONTO…

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Era uma vez um casal muito pobre que tinha dois filhos. Por não terem dinheiro, marido e mulher combinaram abandonar as crianças na floresta.

Chamavam-se Hänsel e Gretel e  ouviram a conversa. Quando partiram na madrugada seguinte, decidiram levar migalhas de pão para marcarem o caminho de regresso a casa. No entanto, ao tentarem voltar para trás, descobriram que as migalhas tinham desaparecido. Não sabiam que os pássaros tinham dado com aquele excelente pitéu e que eliminaram as marcas deixadas no chão.

Caminharam algum tempo até que encontraram um burro. Este, ao vê-los, perguntou-lhes:

– Por que motivo estão tão tristes?

– Ah, os nossos pais tratam-nos mal e nós tivemos de sair de casa…

– Venham comigo para Brémen, onde penso entrar para a banda de música da cidade. Eu tocarei alaúde e vocês timbale.

– Está bem, a ideia não é má…

 

Continuaram juntos até que encontraram uma lebre encostada a uma árvore. Perguntaram-lhe se queria juntar-se ao grupo e ir também para Brémen.

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– Não posso. Estou a fazer uma corrida com a tartaruga e quero ganhar. Mas ainda tenho tempo. Vou dormir uma soneca enquanto aquela molengona se arrasta.

Lá foram os dois irmãos com o jerico, floresta fora, até que encontraram uma casinha. Oh! E que casinha! Era toda de chocolate!

Aproximaram-se, espreitaram à janela e viram um bando de ladrões à volta de uma mesa, a comerem legumes salteados.

Nesse momento, aproximou-se um lobo que surgiu do denso matagal. Eles não hesitaram. Pediram-lhe que soprasse em direcção à casa, para expulsar os ladrões. Ele soprou, soprou e a casinha voou para bem longe e os ladrões ficaram assustados e fugiram.

Entretanto viram chegar uma bruxa com um cesto cheio de maçãs vermelhinhas, apetitosas.

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– Só faltava esta! – comentou Hänsel – É a dona da casa…

– Tu é que tiveste a ideia do sopro. Agora, resolve…

Mas ao contrário do que pensavam, a mulher aproximou-se com o ar mais simpático deste mundo.

_ Provem, meus meninos. São uma delícia, melhor que o chocolate da minha casinha que se foi.

Satisfeitos, deram uma trincadela. Só uma, porque caíram redondos no chão. A bruxa deu a gargalhada que todos já esperávamos e desapareceu logo. O burro ali ficou a olhar para aquele triste espectáculo, a pensar: “Estas maçãs ainda são do tempo da Branca de Neve…” Sem saber o que fazer, deixou-se estar que nem um boi a olhar para um palácio. Valeu-lhe sete anões que vinham do trabalho e por ali passavam, a cantarolar, de regresso a casa. Montaram no burro e levaram os jovens atrelados ao jumento.

Vendo que os miúdos eram tão bonitos, colocaram-nos em caixões de cristal, à entrada da clareira onde viviam.

Entretanto, um príncipe e uma princesa, que andavam a cavalgar por aquela zona, viram-nos e ficaram encantados com tamanha beleza. Deram-lhes um beijo que os acordou daquele feitiço. Apaixonados, resolveram viver juntos para sempre e levaram o burro como animal de estimação.

Paulo Esteves, 5º B