Maio 2009


ANIMAIS FANTÁSTICOS

Inspirados na obra de Miguel Neto: A ARCA DE NÃO É

 

Arca de Não É

 MACAPATO

Tem corpo de macaco e patas de pato. Gosta de trepar às árvores e de pôr ovos.

É muito desajeitado, mas nada e voa. Por onde passa, come tudo o que vê.

Adora salada de fruta com amendoins, bananas e milho.

 

Paulo Machado, 5º B

 

COBRACA

A cobraca passa o tempo a pastar e a rastejar. Rasteja enquanto pasta e pasta enquanto rasteja.

O leite é venenoso, cuidado!

Dorme sem parar nos meses de Inverno e larga a pele sempre que cresce mais. Podemos aproveitá-la para fazer malas, sapatos…

Vanessa Pires, 5º B

 

RATORCEGO

É sortudo, o Ratorcego. Faz noitadas com os amigos e de dia faz acrobacias a dormir: descansa de cabeça para baixo.

Tem pêlo branco com manchas pretas,  é enorme e pesado e as asas são só para enfeitar… não consegue levantar voo, devido ao tamanho …

Come queijo, se o apanhar.  O que está mais à mão é a fruta, o peixe, alguns animais pequenitos, montes de insectos!…

É o animal mais temido das donas de casa e mais perseguido pelos gatos.

Bruno Marques, 5º B

 

 

 

101 Coisas

Proposta inspirada na obra de Isabel Zambujal e de Pedro d’Aguiar

 

A propósito deste livro cheio de desejos secretos e divertidos, lançámos as nossas ideias… Ainda estamos a tempo de  fazer estas coisas… Não tarda muito já estamos crescidos e…  Acabou-se!

 

Saltar na cama até a mãe ouvir as molas a chiar…

Deixar o gato dormir ao fundo da cama…

Jogar computador às escondidas, deixando a mãe a pensar que estou a estudar…

Fazer umas quantas asneiras e dizer à mãe que foi o meu irmão o culpado… (Ele é mais novo, não se atreverá a desmentir-me!)

Miguel Jesus, 5º B

 

Passar a manhã na cama até à hora que me apetecer;

Entrar nos quintais dos vizinhos enquanto brinco aos polícias e ladrões;

Ligar para números de telefone à toa e deixar as pessoas “penduradas”…

Tocar às campainhas e fingir-me de “santinho”.

Bruno Marques, 5º B

 

Comer todas as guloseimas do armário, às escondidas da mãe;

Rebolar na relva com o meu cão e sujeitar-me a apanhar uma carrada de pulgas;

Rapar, com o dedo, a massa do bolo que ficou agarrada às paredes da taça e lambuzar-me todo.

Paulo Esteves, 5º B

 

 

quadro

Um dia, a Luísa convidou a sua amiga Diana para ir a sua casa.

No dia marcado, quando a Diana chegou, a Luísa estava muito concentrada a tocar guitarra e assustou-se quando a viu. A Diana pediu-lhe que continuasse a tocar porque ela estava a gostar muito de ouvir as melodias da amiga. Até que a Luísa se cansou e parou de tocar.

De repente, apareceram dois olhos na guitarra e, de seguida, o buraco da guitarra começou a mexer-se. A Diana e a Luísa olharam para a guitarra e gritaram assustadas.

– Ei, não é preciso tanto barulho! Querem ouvir-me tocar? – disse a guitarra.

– Sim, queremos – responderam as duas amigas.

E a guitarra começou a tocar sozinha.

Agora, sempre que queriam ouvir música, pediam à guitarra e ela tocava sem, se cansar.

Magda Oliveira, 5.º A


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Two Sisters (On the Terrace), de  Pierre Auguste Renoir

Era uma linda tarde de Outono, uma menina de três anos que andava no Jardim de Infância, regressou à escola com a sua mãe, depois do almoço.

Sentaram-se as duas lado a lado e , de repente, a parede do parque caiu.

As educadoras ouviram o estrondo e vieram ver o que se tinha passado. Estavam para ir chamar a directora, quando  a parede começou  a reconstruir-se.

As educadoras disseram em coro:

-O que é isto? Paredes a construírem-se sozinhas?! Nunca vimos nada assim!!

E foram chamar a directora para ver também. Quando ela chegou, a parede tinha caído de novo e mais uma vez estava a reconstruir-se.

A menina tremia da cabeça aos pés e a mãe tentava acalmá-la:

– Não precisas ter medo, eu estou aqui.

A menina parou de tremer e foi para a sua sala. No final do dia, a mãe foi buscá-la e reparou que a sala tinha mudado de cor,  de forma e também de tamanho. A mãe achou estranho, mas como todos os dias de manhã, acontecia o mesmo, habituou-se àquela sala mágica.

Vanessa Marques, 5.º A

monet

Monet’s Daughter Painting in a Landscape, de Claude Monet

A dona Sandra gostava muito de pintar.

Um dia, perguntou a toda a gente da aldeia se queriam que ela lhes pintasse o retrato. Quase todos aceitaram, e ela começou a trabalhar nesse mesmo dia.

Mas os pincéis da dona Sandra pareciam vivos, mexiam-se e remexiam-se e não a deixavam pintar. Ela queria uma cara redonda, eles desenhavam uma cara quadrada. Quando ela pintava um olho azul, este ficava vermelho.

Então ela foi comprar uns pincéis novos.  Estes ficavam quietos, tão quietos que ela não os conseguia mover.

Assim, resolveu  pintar com os primeiros. E para sua surpresa, as pessoas gostaram  dos quadros porque eram muito originais.

Raquel Duarte, 5.º A