Fevereiro 2009


SER OUTRA SENDO EU…

 

Estava eu na casa-de-banho quando apareceu a minha mãe, trajada como uma rainha, com um vestido  na mão dizendo-me para me aprontar, pois o meu noivo, o príncipe Cristiano Ronaldo, estava quase a chegar.

 Eu, sem perceber nada, vesti-me. Nem queria acreditar que aquela mulher que me chateava todas as manhãs para me levantar cedo se tinha transformado numa rainha. E que eu estava noiva daquele jeitoso!

Nem dois minutos tinham passado quando entrou no salão aquela beldade de homem, nada parecido com os meus colegas de turma…

Trazia uma bola na mão e disse-me:

– Vamos jogar, Vanessa?

É claro que não aceitei, pois estava de vestido.

– Nem penses! Achas que vou estragar o meu vestido que gastou tanta lã às ovelhas?

– Ora, deixa-te disso! Se estragares esse, compro-te outro. Já te esqueceste que eu ganho um balúrdio?

– E sem fazeres nenhum… – arrisquei eu, com um sorriso malicioso.

Jogámos até ao pôr-do-sol e despedimo-nos com um beijo.

Fui jantar, tratei das caneladas que levei durante o jogo e deitei-me.

No outro dia, tudo tinha desaparecido. Já não havia vestido, nem princesa, nem rainha, mas sim aquela que me acorda cedo: a minha mãe. Está certo, sei que tinha de acordar, mas bem que podia continuar noiva do bonitinho do Ronaldo…

Guardei aquele sonho para sempre. Nunca o contei a ninguém. És o primeiro a saber. Guarda-o bem!

Vanessa Pires, 5º B

 

 

Acordei sem despertador. Uma sensação estranha invadia-me o corpo. Fui ver-me ao espelho, como sempre faço pela manhã, e espantei-me com a imagem que vi reflectida. Estava com a pele escura, cabelos compridos e penas numa fita larga que me circundava a cabeça.

Chamei a minha mãe e ela apareceu com uma túnica de serapilheira, mocassins e cinco penas  no cabelo apertado em duas longas tranças.

– Levanta-te, Jorge. Vai tratar dos cavalos.

Cuidei deles e passei o resto do dia a cavalgar por prados verdejantes…

Que sensação de liberdade!… 

Jorge Barrocas, 5º B

 

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Se eu fosse uma cor, seria vermelho porque é a minha cor favorita.

Se eu fosse um animal, seria um papagaio porque é muito colorido.

Se eu fosse uma música,  seria pop porque dancei quando era pequena.

Se eu fosse uma comida, seria porque um ovo estrelado porque como muitos na Primavera.

Se eu fosse uma flor, seria uma violeta porque o roxo é lindo.

Se eu fosse um livro, seria de poesia porque ela está no meu coração.

Se eu fosse um filme, seria um policial porque o meu tio é polícia.

Se eu fosse um instrumento musical, seria uma caixa chinesa porque a toco na aula.

Se eu fosse um material escolar, seria uma borracha porque é macia.

Se eu fosse uma fruta, seria uma nêspera porque como muitas no Verão.

Vanessa Marques, 5.º A

menina-chinesa

 14 de FEVEREIRO

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COMEMORANDO  O DIA DE S. VALENTIM…

pinguins_grang

 

Sou um pinguim. Estou sozinho com o meu filho. A minha amada abandonou-nos. Ouvi-a murmurar, um destes dias, que tinha de partir urgentemente, mas confesso que na altura não liguei. Agora, não sei dela. Será que já não gosta de mim por eu já estar um pouco envelhecido e sem a minha penugem reluzente?

Miguel Jesus, 5º B

correio

Caro leitor, tenha calma. Então já se esqueceu que as fêmeas vão para o mar e só regressam daí a dois meses? Ela foi buscar comida para a família. Não fique assim aborrecido. Enquanto aguarda, prepare-lhe uma surpresa: cuide dessa penugem e prepare um discurso bonito. As miúdas adoram!

 André Medroa, 5º B

leao 

 

Sou o leão, o rei da selva, e quero conquistar a leoa do reino ao lado. Ela é fascinante, encantadora! Mas há um problema: o pai dela não gosta de mim. O que devo fazer?

Mayana Souza, 5º E 

correio

Com boas maneiras e bem aperaltado, deve pedir a mão dela em casamento. Se o pai não deixar, devem fugir para bem longe, mas neste caso… esqueça o dote!

  Vanessa Pires, 5º B

 

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Sou o sapato Amarlino e estou com um problema: a minha namorada diz que ando a ficar com a sola gasta, que já não sou o que era… O que devo fazer para que ela volte a gostar de mim? 

Vanessa Pires, 5º B

correio 

 Caro Amarlino, o seu problema tem uma solução fácil. Se quer ficar mais elegante, vá a um sapateiro. Ele arranjar-lhe-á a sola e ficará como novo. Por isso, não perca tempo. Vá hoje mesmo e lhe garanto que a sua miúda caminhará sempre a seu lado!

 Paulo Esteves, 5º B

 

periquitos-in-love 

Sou um periquito desolado. Estou a arrastar a asa à minha amiga que vive na gaiola ao lado, mas ela diz que não sei cantar… Se ao menos tivesse flores ou chocolates para lhe dar… O que devo fazer para a conquistar?

Paulo Esteves, 5º B

correio 

Não se preocupe, amigo periquito. Tenho a solução para o seu caso. Venha até à escola D. Miguel de Almeida e procure pela professora Carlota. Ela vai ensinar-lhe a afinar a voz com notas agudas e graves. Venha treinar e conquistará a sua garota para sempre.

Bruno Marques, 5º B

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Sou o rei dos astros. Amo a lua, mas ela não gosta do meu brilho nem do meu calor. Longe dela, sinto frio e tenho medo do escuro. Será que nos vamos encontar algum dia?

Jorge Barrocas, 5º B

correio

Claro que vai, amigo Sol. Espere pelo eclpise e aproveite o encontro para lhe fazer uma declaração de amor. Depois dos elogios, peça-lhe namoro. É só esperar pela reacção dela. Boa sorte!

Mayana Souza, 5º E

QUE GRANDE DOR DE BARRIGA!

1 menino gostava de

2 sabores de gelado. Comprou

3 cones com

4 cores diferentes. Com

5 euros comprou

6 donuts com

7 cremes diferentes. Comeu tudo em

8 dentadas. Ficou com

9 dores de barriga. Tomou

10 medicamentos e ficou bom!

Raquel Duarte, 5.º A

numeros1

O PROFESSOR BONDOSO

1 professor andava a passear. Viu

2 portas partidas,

3 árvores sem folhas,

4 muros altos,

5 pessoas com fome e

6 casas destruídas. Deu

7 voltas em

8 bairros. Parou

9 vezes na rua e deu

10 bolos a cada pessoa.

Priscila Milagaia, 5.º A

numeros2UM DIA DE COMPRAS

1 jovem bonita foi a

2 lojas de roupa em saldos. Comprou

3 vestidos,

4 pares de sapatos,

5 saias e 5 camisolas.

6 empregados disseram que era

7 euros. A jovem admirou-se. Saiu e viu

8 amigas que tinham comprado

9 casacos. Apanharam o autocarro n.º

10 e voltaram às suas casas.

Vanessa Marques, 5.º A

Imagens daqui.

panteraEra uma vez uma pantera que vivia numa ilha. Já lá estava há muitos anos e estava farta daquilo, queria começar uma nova vida noutro lugar.

Como havia muitas árvores na ilha, decidiu fazer um barco. Subiu a uma palmeira e tentou cortar o grosso tronco, mas não conseguiu. As suas unhas não eram suficientemente fortes e acabou por desistir da ideia.barco

Um dia, avistou um barco no mar e começou a fazer-lhe sinais. O barco chegou  a terra. Vinha cheio de panteras de Lisboa que estavam fartas da vida na cidade.

A pantera perguntou-lhes se queriam trocar o barco pela ilha. Elas aceitaram e a pantera pôs-se logo a caminho da cidade onde viveu feliz para sempre. As outras panteras gostaram muito da vida na ilha e também viveram felizes para sempre.

David, Diogo, 5.º B

 

tapete-arraiolos_grande1 

 

 

 

 

ponto-de-arraiolos

Baseado na ideia da escritora Margarida Fonseca Santos, este é um desafio que exige concentração. Parece que vamos coser com agulha e linha, tal como nos tapetes de Arraiolos…

O objectivo é avançar no texto, partindo da última letra da palavra anterior. É uma trabalheira, mas é muito divertido!

Avancemos até nos fartarmos, mas não sejamos preguiçosos!

 

abelha_colorida

 

 

Uma abelha alegre estudava algumas segundas, sábados só ouvia alegremente. Educada, afinada, arranjou umas setenta amigas. Solidárias, saíram manhã alva, ainda atordoadas, sonolentas. Saborearam mel.

Uma jovem talentosa na arte da escrita veio juntar-se ao Clube:

Mayana Souza, 5º E

rapaz

Um miúdo ouviu uns segredos. SaiuUma amiga alta alertou uns  senhores sem mostrar ressentimentos. Segredou-lhes, só ontem, mil lamúrias!

Inês Lopes, 5ºE

flautista

Um malandro ouviu uns segredinhos sobre enfadonhas sinfonias. Saltou um muro, organizou um movimento original: Leonel levou um músico. Os seus seguidores sentaram-se, entoando oito orações. Seguiram-se esfuziantes serenatas. Serenamente, ele soprou um maravilhoso oboé.

Jorge Barrocas, 5º B

mulher

Mentiste-me! És sócia abastada! Alguma advogada amável, livre e empenhada arranjou um manifesto onde és suspeita.

Agitada, angustiada, aldrabona andou sessenta anos sozinha.

Bruno Marques, 5º B

foto_amendoas_01_p

Uma amêndoa amarga andava aos saltos, satisfeita.

Afogou-se em magnífica aguardenteEraahhora anunciada: às sete. Estava alucinada! Aliás, sei,  inconsciente, embriagada, aniquilada!

Miguel Jesus, 5º B

ogre

Um miúdo orgulhoso ouviu uma algazarra. Apurou um minúsculo ouvido…oh, horas!…  Soube, então: o ogre estava a anunciar regalias sensacionais.

 

Paulo Esteves, 5º B

Era uma vez uma menina chamada Capuchinho Vermelho. Um dia, a mãe disse-lhe:

– Vai levar um cesto com pão, manteiga, queijo… à tua avó porque ela está muito doente.

– Está bem, mãe!– respondeu o Capuchinho Vermelho. – Posso ir de bicicleta?

– Claro que sim, minha filha.–responde a mãe.

– Até logo, mãe.capuchinho_2

– Até logo, filha.

Quando ia na floresta encontrou um lobo mau.

– Onde vais menina, com essa bicicleta tão bonita?

– Vou a casa da minha avó, que está doente, e mora ao fundo do bosque.

– Então menina, vai por este caminho que é mais perto e encontras muitas flores cheirosas e bonitas.

– Obrigada, senhor lobo.

Lá foi a menina pelo caminho. O lobo disse que era curto mas não era. Era o mais longo da floresta até ao bosque.

Como o lobo era esperto foi pelo caminho mais curto. Só que o lobo não sabia que a bicicleta andava mais do que ele. O Capuchinho Vermelho chegou primeiro a casa da avó.

– Avozinha, sou eu, o Capuchinho Vermelho, posso entrar?

– Podes sim, a porta está encostada.

– Mas avó, eu hoje trouxe a bicicleta. Posso entrar com ela?

– Claro que sim.

capuchinho_3Enquanto a menina arranjava o lanche para elas, o lobo chegou e disse:

– Olá avozinha, sou o Capuchinho Vermelho, posso entrar? –pergunta o lobo mau com a voz da menina. – Eu hoje trouxe a bicicleta.

– O Capuchinho Vermelho? Mas o Capuchinho Vermelho já está cá! – exclama a avó.

O lobo mau, como era esperto, abriu a porta e disse:

– Eu não sou o Capuchinho, sou o lobo mau. E agora vou-te comer.

Quando ouviu isto, a avó saltou da cama, pegou na bicicleta da menina e foi-se embora para casa da mãe do Capuchinho.

– Ó filha, apareceu o lobo em minha casa e o Capuchinho Vermelho está lá, não sei como ela está.

A mãe da menina pegou na sua bicicleta e lá foram as duas a pedalar. No caminho, telefonaram ao pai a pedir ajuda.

Chegaram todos ao mesmo tempo e viram o lobo a comer a menina. Como o pai era capuchinho_5caçador, pegou na faca, cortou a barriga do lobo, tiraram a menina e encheram a barriga do lobo de pedras.

Quando o lobo acordou, estava com sede, mas sentia-se muito pesado. Foi beber a água a um ribeiro que estava lá perto, mas caiu à água e estava tão pesado que se afogou.

A família e a menina pegaram nas bicicletas e foram para as suas casas e ficaram felizes para sempre.

Vanessa Marques, 5º A

As imagens são daqui.